Sonho de Ser
Fui andando pela avenida deserta
Sem muita esperança do amanhã
Sem ter pressa de querer
Sem graça pra sorrir
Passando assim, vou seguindo
Pensando nos arrependimentos
Nos sonhos de adolescente
Que não foram vividos
Será que ainda há tempo?
Pedras no caminho que não foram diluídas
Esquecidas de alguma forma
Revividas em outro tempo
...
Passando pelos novos sonhos de ser.
Num arcabouço de mim
Sendo assim,
Sou.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Preciso Aprender a Ser Só - Gilberto Gil
Sabe, gente.
É tanta coisa pra gente saber.
O que cantar, como andar, onde ir.
O que dizer, o que calar, a quem querer.
É tanta coisa pra gente saber.
O que cantar, como andar, onde ir.
O que dizer, o que calar, a quem querer.
Sabe, gente.
É tanta coisa que eu fico sem jeito.
Sou eu sozinho e esse nó no peito.
Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder.
É tanta coisa que eu fico sem jeito.
Sou eu sozinho e esse nó no peito.
Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder.
Sabe, gente.
Eu sei que no fundo o problema é só da gente.
E só do coração dizer não, quando a mente.
Tenta nos levar pra casa do sofrer.
Eu sei que no fundo o problema é só da gente.
E só do coração dizer não, quando a mente.
Tenta nos levar pra casa do sofrer.
E quando escutar um samba-canção.
Assim como: "Eu preciso aprender a ser só".
Reagir e ouvir o coração responder:
"Eu preciso aprender a só ser."
Assim como: "Eu preciso aprender a ser só".
Reagir e ouvir o coração responder:
"Eu preciso aprender a só ser."
domingo, 9 de setembro de 2012
Na calada da noite
Intermináveis danças no infinito
A admiração salta aos ouvidos.
Cuspindo fumaça na calada da noite, sem nexo algum
Entranhando no íntimo mais gostoso que da pra sentir a vida tão perto
Numa inspiração pulmonar, porém de gozo eterno.
É sempre bom pensar em você.
O sonho é tão profundo e sincero
Fica cheio.
Está cheio de dor, de amor.
Tá no ânimo, existe lá.
Poderoso demais.
Passando cordialmente pelos ares estranhos alheios.
Expirando segundos de completude.
As luzes da noite me encantam.
Intermináveis danças no infinito
A admiração salta aos ouvidos.
Cuspindo fumaça na calada da noite, sem nexo algum
Entranhando no íntimo mais gostoso que da pra sentir a vida tão perto
Numa inspiração pulmonar, porém de gozo eterno.
É sempre bom pensar em você.
O sonho é tão profundo e sincero
Fica cheio.
Está cheio de dor, de amor.
Tá no ânimo, existe lá.
Poderoso demais.
Passando cordialmente pelos ares estranhos alheios.
Expirando segundos de completude.
As luzes da noite me encantam.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
O ápice do ápice, ele, o amor.
Tenho, sou, somos! queremos, desejamos, um desejo subsequente do outro, é o que move? Penso que sim. Fato é que se eu não desejasse não seria sujeito, que não se atreveria, que não mostraria, que não queria, que não fazia, que não amava. Depois disso tudo me perguntaria se seria mesmo um alguém. Desejo por que necessito. Se não desejasse não duvidaria, não procuraria, não deliciaria, não viajaria, não me permitia. Permito-me sim! Por que quero, porque busco, navego nos mares do seu olhar, e ainda há quem duvide que seus olhos tenha mar, eu não duvido. Amo-te com a força mais forte e mais segura que tenho aqui, peço calma ao meu coração por tanto amor, só amo-te mesmo. Amor. É tão bonito e leve, me emociona.
Falta ar, falta lugar. Ai. É ele, que te pega, te aperta, te solta, te cobre de beijos e carinhos, te sente, te quer, te faz querer, tem paixão. É o ápice do ápice. É aquele, é ele, é ela, é isso.
(Escrito em: 04/10/2011)
Tenho, sou, somos! queremos, desejamos, um desejo subsequente do outro, é o que move? Penso que sim. Fato é que se eu não desejasse não seria sujeito, que não se atreveria, que não mostraria, que não queria, que não fazia, que não amava. Depois disso tudo me perguntaria se seria mesmo um alguém. Desejo por que necessito. Se não desejasse não duvidaria, não procuraria, não deliciaria, não viajaria, não me permitia. Permito-me sim! Por que quero, porque busco, navego nos mares do seu olhar, e ainda há quem duvide que seus olhos tenha mar, eu não duvido. Amo-te com a força mais forte e mais segura que tenho aqui, peço calma ao meu coração por tanto amor, só amo-te mesmo. Amor. É tão bonito e leve, me emociona.
Falta ar, falta lugar. Ai. É ele, que te pega, te aperta, te solta, te cobre de beijos e carinhos, te sente, te quer, te faz querer, tem paixão. É o ápice do ápice. É aquele, é ele, é ela, é isso.
(Escrito em: 04/10/2011)
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Ame meu sorriso, mas também o meu porão.
Deixe-me errar e me compreenda por isso
não me ame só pela beleza do meu ser e pelo meu sorriso
ame também os meus erros e medos
quero que você conheça o meu lado não bonito e se acostume também com ele.
porque também sou isso.
e não me solte, para que não me perca de vista.
Deixe-me errar e me compreenda por isso
não me ame só pela beleza do meu ser e pelo meu sorriso
ame também os meus erros e medos
quero que você conheça o meu lado não bonito e se acostume também com ele.
porque também sou isso.
e não me solte, para que não me perca de vista.
Uma mulher com uma dor, um amor e um humor.
Tenho um porão dentro de mim
sujo, misterioso e tenebroso
querendo largar os vícios víscidos
eu sou uma nostálgica, vivo numa nostalgia constante
reemitindo os bilhetes incontados das chances de algo novo
na esperança de me derramar em puro e doce prazer
um desejo incontido de nunca perder de vista a plenitude
um medo absurdo de tudo e de todos
escancarando em mim toda a verdade, mais pura e sincera.
olhando nos olhos e enxergando a alma
fechando os olhos e esquecendo de tudo.
Tenho um porão dentro de mim
sujo, misterioso e tenebroso
querendo largar os vícios víscidos
eu sou uma nostálgica, vivo numa nostalgia constante
reemitindo os bilhetes incontados das chances de algo novo
na esperança de me derramar em puro e doce prazer
um desejo incontido de nunca perder de vista a plenitude
um medo absurdo de tudo e de todos
escancarando em mim toda a verdade, mais pura e sincera.
olhando nos olhos e enxergando a alma
fechando os olhos e esquecendo de tudo.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
era como se eu ouvisse o barulho das coisas
ou achasse que ouvia
o movimento do silêncio
o barulho da asa delicada
uma noite ignomínia
onde tudo já parece nada por algum segundo qualquer que se passe
era como se eu ouvisse pensamentos pertubadores
como se eu ouvisse risos
eu ali, ouvindo, ouvindo
como se outro lado de mim estivesse falando comigo
querendo incomodar
tenho pensado muito em silêncio
de algumas formas...
mergulhando em profundezas
achando coragem em cima de tanto medo
já tinha se passado bastante
e eu precisava ir
é, adeus.
e isso é uma decisão do presente agora.
em transição no instante agora.
virando recente.
perspicaz.
realmente eu precisava ir e era pelo estreito da viela.
realmente, o momento é forte.
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