terça-feira, 16 de outubro de 2012

Venha devagarinho

Se me queres, venha devagarinho
Com um jeitinho de quem quer, mas tem cuidado
Venha com calma e traga seu amor
Me olhe de mansinho,
Sorria pro mundo e deixa eu apreciar seu sorriso, seu jeito

Deixa o tecido tatear meu corpo ameno
E que essa vida me tenha com calma
Deleitando numa frequencia melodiosa

Quero em mim o passar do vento
O que mais poderia querer se não o soprar do tempo?
Decidi esquecer o passado
Sou aqui e agora
Sendo o melhor de mim mesma, para mim mesma

E você, toque suavemente em meu ser
Mas venha devagarinho, querido
Tenho o melhor a te dar
Basta saber lidar
E a gente não tem outra coisa a fazer, senão amar.

domingo, 30 de setembro de 2012

há tanta dor na sua escrita
há tanto amor
tanto chorar

porque é assim que gozas
possuindo suavemente
liquidamente tátil

severo e cru é o teu desprezo
quando me toca e me solta
quando me tem e vai embora

me faças menos ignóbil
ao menos por alguns segundos
me deixe, mas volte

me complete com aquilo que ainda resta
um pouco de ternura, de doçura, sem cinismos
e porque ainda haveria de te querer na minha cama?

apelo ao indizível
ao que se quer dizer, mas não consegue
a vida é líquida
há tanto paradoxo na sua escrita.


terça-feira, 25 de setembro de 2012


Eles nada entendem

Eles não entendem o mundo onde habito
Não entendem o que vejo
Não entendem meus olhares desconfiados
Que na verdade é um mero olhar de quem quer se afogar em tudo que é feito de ternura

Eles não entendem a minha voz trêmula
O meu sorriso aberto, minha boa intenção
Cobram de mim coragem, mas eles nem entendem
Por nada entenderem, me pareço uma incógnita

Observam meu jeito diferente de me relacionar
Que por dentro tem uma facilidade incrível em perceber os olhares diretos com afeto
Não entendem o meu passo dado de forma tão difícil
Muito menos o que ganho com isso

Pouco entendem o meu desejo incontido de amar profundamente
Nem quando posso ser distante, quando tenho dúvidas, quando sou insegura

Quando sou um quase nada nessa esfera de água
Borbulhando em mares distantes
Afogando em algas
Virando uma sereia misteriosa
Só querendo encostar na pele e me debruçar na mais doce entrega de alma

Eles não entendem o meu acarinhar
Nem a lágrima de tristeza quando percebo o vazio daquilo que há
Mas por algum motivo não está.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Sonho de Ser

Fui andando pela avenida deserta
Sem muita esperança do amanhã
Sem ter pressa de querer
Sem graça pra sorrir

Passando assim, vou seguindo
Pensando nos arrependimentos
Nos sonhos de adolescente
Que não foram vividos

Será que ainda há tempo?

Pedras no caminho que não foram diluídas
Esquecidas de alguma forma
Revividas em outro tempo
...
Passando pelos novos sonhos de ser.
Num arcabouço de mim
Sendo assim,
Sou.

Preciso Aprender a Ser Só - Gilberto Gil
Sabe, gente.
É tanta coisa pra gente saber.
O que cantar, como andar, onde ir.
O que dizer, o que calar, a quem querer.
Sabe, gente.
É tanta coisa que eu fico sem jeito.
Sou eu sozinho e esse nó no peito.
Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder.
Sabe, gente.
Eu sei que no fundo o problema é só da gente.
E só do coração dizer não, quando a mente.
Tenta nos levar pra casa do sofrer.
E quando escutar um samba-canção.
Assim como: "Eu preciso aprender a ser só".
Reagir e ouvir o coração responder:
"Eu preciso aprender a só ser."

domingo, 9 de setembro de 2012

Na calada da noite

Intermináveis danças no infinito
A admiração salta aos ouvidos.

Cuspindo fumaça na calada da noite, sem nexo algum
Entranhando no íntimo mais gostoso que da pra sentir a vida tão perto
Numa inspiração pulmonar, porém de gozo eterno.
É sempre bom pensar em você.

O sonho é tão profundo e sincero
Fica cheio.
Está cheio de dor, de amor.
Tá no ânimo, existe lá.
Poderoso demais.

Passando cordialmente pelos ares estranhos alheios.
Expirando segundos de completude.
As luzes da noite me encantam.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O ápice do ápice, ele, o amor.

Tenho, sou, somos! queremos, desejamos, um desejo subsequente do outro, é o que move? Penso que sim. Fato é que se eu não desejasse não seria sujeito, que não se atreveria, que não mostraria, que não queria, que não fazia, que não amava. Depois disso tudo me perguntaria se seria mesmo um alguém. Desejo por que necessito. Se não desejasse não duvidaria, não procuraria, não deliciaria, não viajaria, não me permitia. Permito-me sim! Por que quero, porque busco, navego nos mares do seu olhar, e ainda há quem duvide que seus olhos tenha mar, eu não duvido. Amo-te com a força mais forte e mais segura que tenho aqui, peço calma ao meu coração por tanto amor, só amo-te mesmo. Amor. É tão bonito e leve, me emociona.
Falta ar, falta lugar. Ai. É ele, que te pega, te aperta, te solta, te cobre de beijos e carinhos, te sente, te quer, te faz querer, tem paixão. É o ápice do ápice. É aquele, é ele, é ela, é isso.

(Escrito em: 04/10/2011)